segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

João 14. 16 e 17 – A Respeito do Espírito Santo

Esses dois versículos de João fazem parte da conversa que Jesus teve com seus discípulos a respeito de sua partida, do seu encontro com o Pai nos céus. Como Ele o diz no versículo 3 do mesmo capítulo, sua partida tinha como propósito preparar  um lugar para nos receber: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".
Mas ainda que essa afirmação se nos mostre como consolo, como um alívio, o sentimento dos discípulos, naquele momento, foi de ansiedade e de temor! Afinal,  em versículos anteriores, Jesus já havia contado como seria traído por um deles e que, em breve morreria pelos pecados de toda humanidade, cumprindo, assim, a vontade do Pai, manifesta desde o princípio. Mesmo assim, com o propósito de confortá-los, Jesus deixou algumas recomendações a respeito do Consolador - do espírito da Verdade, aquele que lhes ensinaria e lhes lembraria de tudo o que  Ele havia ensinado (João 14.26). Dessa maneira os discípulos estariam  prontos a testemunhar (Atos 1.8) e a pregar a palavra de Deus a toda criatura.

Muito tempo mais tarde, depois que Jesus voltou para junto do Pai, nós também recebemos da parte dele, o Espírito Santo. E, da mesma maneira como ele se fazia presente no coração do homem daquele tempo, Ele também se manifesta em nossos corações nos dias de hoje! A semente (o Espírito Santo) passou a germinar em nossos corações, através da Palavra de Deus, e passamos a ver o mundo com outros olhos! É o que nos diz o versículo da Primeira Carta de João 3.9: "Todo aquele que é nascido Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus". 

Dessa maneira, o Espírito Santo passa a nos guiar em todas as nossas escolhas, sejam elas as mais simples e cotidianas – como assistir a um filme, visitar um amigo ou ficar em casa, na internet, ou ainda, em decisões de suma importância, como, por exemplo, que cargo quero exercer em minha igreja, que profissão que quero seguir, ou com quem desejo me casar... Seja o que for, quando os Espírito passa a nos habitar, desejamos fazer tudo em louvor a Deus. Sentimos o mesmo desejo, o mesmo impulso do cego que voltou a ver, e nossa vontade é adorar, adorar e adorar: "Então, afirmou ele: Creio Senhor; e o adorou. (João 9.38)

De modo que o Espírito Santo nos capacita e nos faz desejar somente a vontade de Deus. É uma pena que, em muitos momentos, sejamos na prática desse louvor. Quando, por exemplo, desejamos fazer nossa própria vontade é porque estamos negando a soberania de Deus em nossas vidas. Estamos fazendo o mesmo que  Pedro fez quando negou conhecer a Jesus, estamos imitando a atitude dos fariseus que, mesmo conhecendo a palavra de Deus, não creram na divindade de Jesus e, por fim, o crucificaram. E, assim como eles, muitas vezes preferimos não ver a verdade de Deus. "Respondeu-lhe Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado" (João 9.41).

Mas o Espírito Santo habita sobre todos aqueles que crêem, verdadeiramente, no Filho de Deus, a saber, Jesus Cristo! E o Espírito Santo, nosso Consolador, é quem nos ajuda a enfrentar as adversidades deste mundo, principalmente contra a adversidade daqueles que não o vêem e que não o conhecem. O Espírito consola a nossa dor e está sempre conosco até que Jesus retorne para, enfim, mudar nossos nomes e nos levar para o lugar que nos preparou. Como Ele mesmo o disse: "voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".